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É justo culpar os imigrantes?

Publicado 14 novembre 2014 per Andrea Rego  • 661 visualizações
É justo culpar os imigrantes?
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Os europeus não estão dispostos a continuar pagando pelo “turismo social”. Querem dar um basta nos imigrantes que chegam atraídos apenas pelas prestações sociais. O numero de pessoas nessa situação é pequeno em relação as taxas globais de , assim como o impacto sobre a . Pouco importa, é precisa “stopper” o fluxo a qualquer custo, e já.
Nao por acaso, comemoraram a decisão da Corte de Justica da União Europeia. No ultimo dia 11 de novembro, o colegiado deu ganho de causa à , limitando as ajudas sociais aos estrangeiros, principalmente os vindos da do Leste. Eles devem estar empregados ou justificar a procura ativa de trabalho, que lhes garanta renda mínima para subsistência deles e de suas famílias. Caso contrario, “porta da rua é a serventia da casa”.
Tudo bem que a crise é grave e, qualquer ameaça às prestações sociais, um risco que não estão dispostos a correr. Os franceses, por exemplo, possuem um sistema de saúde universal do qual são “fier”. A maioria dos procedimentos médicos, assim como os medicamentos, são integralmente reembolsados. Mas o futuro é incerto.
O déficit nas contas do governo e da “Assurance Maladie” se acentua. Por outro lado, os impostos não param de aumentar. Os franceses “en ont marre de ça”. No rastro da insatisfação social, a classe politica deve dar respostas. E é ai que reside o perigo no caso da imigração.
É justo, creditar o preço da crise aos imigrantes? Definitivamente não.
Os imigrantes são o alvo mais visível, teoricamente mais fácil a ser atacado. A gente os expulsa e esta liquidada a fatura. Mas não é tao simples assim. A pergunta é: será que os países europeus podem prescindir dos imigrantes, qualificados ou não? No caso do trabalho “pesado” ,sobretudo, quem vai fazer por eles?
Certo que a solidariedade em “tempos bicudos” é vista de forma diferente. Com o emprego ameaçado, a concorrência pouco recomendável. Mas os números mostram que os cidadãos nascidos no pais tem preferência para ocupar os postos de trabalho. A não ser os subempregos, sem pagamento de encargos sociais, mas estes somente os estrangeiros em situação desfavorável estão prontos a aceitar.
Deplorável e perigoso o discurso das forças politicas, tanto de Direita quanto de Esquerda. Do Fundo Nacional ao Partido Socialista, que fazia dos “direitos para todos”, independente de nacionalidade, um cavalo de batalha, o que se observou foi um consenso. Se não cotizam, devem partir “chez eux”, simples assim. Quanto ao conjunto dos imigrantes, a vala comum do preconceito e da ? Uma pena. A Europa deve muito aos seus imigrantes.

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