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O respeito à vida privada

Publicado 14 décembre 2014 per Andrea Rego  • 727 visualizações
O respeito à vida privada
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O caso do vice-presidente do Fundo Nacional (), Florian , flagrado em companhia de seu suposto companheiro, repercutiu na imprensa brasileira. Os jornais, no entanto, pouco falaram sobre a invasão de sua privacidade pela revista Closer, que divulgou fotos dos dois na Áustria. Chamou atenção o fato de o politico francês ser dirigente de um partido de direita, contrário ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Na França, a possível relação entre os dois homens não interessou a imprensa e tampouco à classe política. Jornais e emissoras de televisão se solidarizaram a Philippot e deploraram a invasão de sua vida privada. Praticamente não comentaram sobre a do politico ou associaram as revelações de Closer à sua condição de vice-presidente do FN.
A publicação provocou um choque de todos os lados e as reações foram imediatas. “É um atentado muito grave às liberdades individuais. Esse tipo de comportamento é insuportável. Eu digo isso quando toca Florian Philippot como quando atinge François Hollande”, disse a presidente do FN, Marine LePen. Closer foi responsável pela publicação das fotos do presidente francês com sua suposta amante, Julie Gayet,  no ultimo mês de janeiro.
Adversários do FN também condenaram a publicação. O secretario Nacional do Partido Socialista, Corbière Alexis, em seu twitter sublinhou as diferenças ideológicas com Philippot, mas se disse “enojado com uma imprensa que revela os detalhes de sua (de Philippot) vida privada”. A secretária nacional da UMP encarregada do comitê da família, considerou a revista “indigna” e acrescentou: « não é assim que devemos combater as idéias do FN”.
A reação da imprensa francesa e da classe politica tem uma explicação. Neste pais, assim como a liberdade de expressão, a vida privada é sagrada. Na esfera publica, no entanto, é justamente o contrario e os políticos sao as maiores “vitimas”. Para estes, não existe piedade: cada vez que “pisam na bola”, são criticados, satirizados e não raro ridicularizados pela mídia. Símbolos também não sao poupados. O francês tem direito a falar o que quiser, costuma se ouvir por aqui.
O que pensar então do sucesso de Closer, revista people nos moldes da press inglesa? Apenas uma explicação: o gosto universal das pessoas pela fofoca. Nada mais do que isso e as pesquisas comprovam. O “affair Hollande-Gayet”, por exemplo, não alterou a popularidade do socialista, assim como aconteceu com outros políticos que tiveram suas intimidades reveladas, caso de Florian Philippot. Os franceses “s’enfoutent” da vida privada de quem quer que seja e mesmo a do chefe do Estado. O importante é que tenham mais trabalho, mais dinheiro e que o presidente não os incomode.

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