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A menina que sonha conhecer o mundo

Publicado 2 février 2015 per Amanda Nolêto  • 1 111 visualizações
A menina que sonha conhecer o mundo
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Amanda-noletoSaímos do velho continente e fomos ao encontro de uma brasileira que sonha conhecer o mundo. Ela é de Jornalismo da Universidade Federal do Piauí e se chama Amanda Nolêto.
O sonho da Amanda começa na , onde ficará pelos próximos seis meses fazendo intercâmbio cultural e acadêmico. Em sua primeira crônica, ela fala de como foi deixar sua “zona de conforto” e o porquê de querer ser uma “tartaruga”.
A partir de hoje, vamos acompanhar as aventuras da nossa personagem, deixando as portas abertas para que outros jovens brasileiros compartilhem, por aqui, as suas experiências fora do nosso pais.
Eis o inicio de seu « périplo » pelo mundo:

Mãe, quero ser uma tartaruga!

Desde pequena, se você me perguntasse que animal eu gostaria de ser, a tartaruga nunca estava nas minhas respostas. Já quis ser “uma”  panda, quis ser uma coelhinha, quis ser girafa, etc., mas nunca quis ser tartaruga e explico o por quê.
A tartaruga é sempre taxada de preguiçosa e lenta e eu realmente sou assim, meio preguiçosa e muito, muito lenta, do tipo que acorda às 6h da manhã, mas só desperta às 10h depois de tomar muito café. Então eu nunca quis ser conhecida por minha preguiça aguda ou pela quantidade de sono que consigo carregar no meu corpo.
Agora, depois de viajar por quase 33 horas de Teresina (Piauí) até Montería (Colômbia), descobri que gostaria muito de ser uma tartaruga. Gostaria não, a partir de agora, depois dessa viagem que ainda nem começou, serei eternamente uma tartaruga. Quero carregar minha casa nas costas, quero desfrutar de todas as experiências que surgirem, quero conhecer todos os cantos do mundo e quando falo todos os cantos, quero dizer t-o-d-o-s os cantos mesmo.
Quero aprender a falar francês em Lyon, quero me apaixonar em Paris, quero comer pizza em Nápoles, quero buscar energias em  Machu Picchu, quero passear no Central Park e tomar café em Manhattan, quero conhecer a grande muralha da China, me bronzear nas praias do litoral caribeño e ainda, se possível, fotografar o Taj Mahal na Índia, mergulhar nas Ilhas Galápagos na costa do Equador e conhecer o Grand Canyon nos EUA.
Quero tudo, quero agora, agora para sempre! E tudo porque descobri que não há melhor forma de viver a vida que não seja vivendo, não há como aprender sem se arriscar. Aceitar vim para a Colômbia foi sem sombra de dúvidas a maior decisão que já tomei até agora em toda a minha vida, largar tudo o que tinha, todos os empregos, a minha família, meus amigos, minha zona de conforto, toda a minha rotina milimetricamente calculada, foi difícil, mas tem sido a melhor das experiências que me poderia acontecer.
Foi difícil, mas já está sendo gratificante desde quando cruzei a fronteira e me vi sozinha e “desbravando” o mundo no aeroporto de Bogotá por quase doze horas durante uma conexão. A vida nunca me pareceu tão gostosa quanto agora e olha que nem conheci ainda o carnaval de Barranquilla, as praias de Cartagena, a eterna primavera de Medellín, a modernidade de Bogotá, o mar de sete cores de San Andrés e todo encanto da salsa, em Cali, capital da “rumba”.
Já não sou mais a mesma desde do meu embarque no último domingo, no aeroporto Senador Petrônio Portella, em Teresina, isso é fato. Mas de uma coisa eu tenho certeza, quero correr o mundo, quero visitar todas as cidades que estão na minha lista de desejos, quero abraçar-me com a vida.
“Pois bem cheguei quero ficar bem a vontade na verdade eu sou assim descobridor dos sete mares, navegar eu quero”.

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