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Aprendendo a viver com pouco!

Publicado 18 avril 2015 per Amanda Nolêto  • 917 visualizações
Aprendendo a viver com pouco!
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Depois de muitas semanas estou de volta, gente! E prometo, serei mais pontual com meus textos daqui pra frente. Mas é que essas últimas semanas foram de cão pra mim. A faculdade encerrou a primeira rodada de provas e notas e como acontece em qualquer lugar do mundo (pelo no e na tenho certeza, rs) os professores passaram todos os trabalhos possíveis e imagináveis, então penei um pouquinho pra dar conta. No final deu tudo certo, amém, graças a Deus, vamos que vamos para o próximo round.
Para o texto de hoje pensei em muitos assuntos, falar sobre a Universidade ou sobre alguns dos costumes locais durante a Semana Santa, mas tem uma pauta que vêm martelando na minha cabeça há dias e depois de muito lutar comigo mesma, resolvi que seria isso: com o intercâmbio aprendi a viver com menos e quando falo menos, é menos de tudo, rs.

Trinta quilos na mala

Aprendi a viver com o pouco desde quando arrumei minhas malas na minha casa, antes de embarcar. Primeiro que eu precisava empacotar tudo o que eu queria trazer em uma mala que no final das contas só poderia pesar 30 kg (isso mesmo! Trinta quilos para tudo! Como assim?!).
Antes de guardar minhas coisas na mala, eu já tinha separado uma pilha de quinze livros (loucura, eu sei), tinha separado roupa que dava para vestir um batalhão, sandálias altas, baixas, de couro, pretas, brancas e azuis. Tinha feito pilhas e pilhas de material escolar, caneta colorida de todos os jeitos, lapiseiras de todos os formatos, etc. É lógico, não veio metade de tudo isso, na hora de colocar na mala, cortei tudo quase pela metade.
Trouxe menos roupa, três livros e pares de calçados contados. Juro, até agora mais de dois meses depois morando por aqui, não usei nem todas as blusas que eu trouxe e as sapatilhas trazidas estão dando conta do recado.

Sem televisão no quarto

Depois que cheguei na “minha casa”, descobri que não tinha televisão no meu quarto como tenho no Brasil e muito menos Sky. No primeiro momento achei que isso ia me deixar louca, como eu poderia viver sem assistir televisão antes de dormir?! Tanto poderia, como posso! Há mais de meses estou indo para o quarto para dormir sem precisar de televisão e isso afirmo para vocês, tem contribuído muito para um sono tranquilo e mais relaxante, e olha que nem preciso disso.
Aqui na Colômbia não tenho costume de sair para festas e baladas, como eu tinha no Brasil, por dois motivos: primeiro que ultimamente não tem me atraído esse tipo de saída e depois porque preciso poupar gastos. E tenho percebido, felizmente, que isso não me faz falta. Claro que já conheci uma ou outra balada colombiana, mas nada comparado com a rotina que eu tinha antes, festas às quintas, sextas, sábados e domingos.

Novos costumes

Agora meu tempo livre tem sido investido em saídas para conhecer a culinária, pontos turísticos e principalmente, para passar o tempo e curtir o local. Sem contar que eu e as chicas brasileiras adotamos o maravilhoso hábito de assistir pelos menos um filme aos finais de semana.
Todos esses novos costumes têm sido tão bons que eu jamais conseguiria descrever aqui. Acredito que isso tudo tem muito haver com uma frase que li da Martha Medeiros no livro Feliz por Nada, em que ela afirma que rompemos muitas barreiras ao cruzar uma fronteira. Barreiras de convivência, de proximidade, de relações sociais e principalmente, no meu caso, barreiras de apego material.

« Posso viver assim também no Brasil »

Tem sido gratificante descobrir isso e mais feliz ainda é saber que isso se tornou para mim um novo estilo de vida. Se consigo viver com três ou quatro pares de sapatos, com pouca roupa, pouca maquiagem, sem tantos livros, etc, aqui na Colômbia, significa que posso viver assim também no Brasil e tenho certeza que só tenho a ganhar ao adquirir hábitos de pouco consumo. Meu bolso fica mais feliz, meu corpo menos consumista vive melhor, a vida se torna mais tranquila e o planeta agradece, com certeza 😉

 

 

 

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