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Gravidez na adolescência: testando alguns pré-conceitos

Publicado 26 février 2015 per Andrea Rego  • 1 547 visualizações
na adolescência: testando alguns pré-conceitos
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A gravidez na adolescência não é um problema exclusivo dos países mais pobres. Na , onde os índices são relativamente baixos, a questão não deixa de  preocupar as autoridades e, de modo especial, pais e educadores. A medica Heike Evertheim, que dá aulas de educação sexual em escolas de Berlim, constatou que os jovens não conseguem distinguir os conhecimentos que tem e a vida real. “Eles também se mostram pouco à vontade quando abordam a própria sexualidade”, disse.
Em 2011, a UNICEF descobriu que a Inglaterra se situa no topo entre os países da Europa quando o assunto é gravidez precoce, com uma média de 30 para cada 1000 . Na Áustria, a taxa é de 25 gravidez por 1000 . Na Alemanha,  20  gravidez por 1000 , contra 15 casos  por 1000 na França. Na Holanda, o trabalho de informação particularmente funcionou. O pais registra, no mesmo ano, apenas 7 gravidez para cada 1000 .

O e seus vizinhos

Embora considerada alta, a taxa de natalidade de adolescentes encontra-se em  declínio no Brasil. Em 2012, 12% das adolescentes de 15 a 19 anos já possuiam pelo menos um filho; menos que em 2010, quando elas eram 15%. O problema segue ligado em parte às características do contexto de desenvolvimento brasileiro, sendo observado um viés de renda, raça/cor e escolaridade significativo na prevalência deste tipo de gravidez.
A gravidez precoce também preocupa nossos vizinhos, como conta, da , a Amanda Noleto, em mais uma crônica especialmente para o brasileuro.info. Ela nos revela alguns números e também suas impressões sobre a gravidez na adolescência. Veja ainda mais informações no link que traz matéria do jornal El Pais, logo abaixo:

Testando alguns pré-conceitos pessoais

Quero começar esse texto hoje pedindo desculpas pela minha ausência às pessoas (super queridas) que me acompanham por aqui e explico logo o meu sumiço nesses últimos dias. Mesmo amando a oportunidade de escrever para o BrasilEuro.info, precisei me ausentar por algumas semanas para resolver algumas pendências pessoais.
Nesse intervalo de tempo conheci a exuberante Bogotá – capital da Colômbia, experimentei do atendimento público Colombiano, passei por uma semana de avaliações na faculdade (situação que não vivia há décadas) e além de tudo fui convidada para palestrar na Faculdade por esses dias.
Sim, muitas coisas legais em pouco tempo e eu terei o maior prazer em compartilhar com vocês em outros posts. Hoje quero conversar um pouco sobre o quanto alguns de meus “pré-conceitos” estão sendo derrubados, se não revistos, durante minha estadia nesse país que me encanta a cada dia.
Hoje ao caminhar pela faculdade no intervalo das aulas, notei que a Upb-Montería está realizando uma exposição sobre saúde familiar, sexo na adolescência e gravidez precoce, um tema que é sempre pauta de importantes discussões em qualquer lugar do mundo. Aqui na Colômbia a taxa de gravidez entre jovens antes dos 25 anos é muitde queo alta, mesmo com uma significativa redução nos últimos anos.
Segundo um estudo realizado pelo Banco Mundial, as taxas de gravidez na adolescência na América Latina estão entre as mais altas do mundo, atrás apenas da África subsaariana e do sul da Ásia. A maioria dos países latino-americanos estão entre os 50 primeiros do mundo em fecundidade adolescente. Dentro desse estudo, a Colômbia ostentou uma das maiores reduções nas taxas, uma queda de 25%, se comparada com países como Haiti (-23%), Costa Rica, El Salvador e Perú ( todos com queda de 21%). Mesmo com essa redução, observada em 2010, o país ainda apresenta um índice elevado de gravidez na adolescência e essa situação é pensada por todos os setores da sociedade.
O fato é que eu, particularmente, me assustei ao perceber que de uma grupo de nove amigas que fiz na faculdade,  três já são mães e nenhuma delas completou seus vinte anos. Longe de ser puritana, é óbvio, minha preocupação vai além das questões de idade, envolve todo um processo onde muitas delas, nesse caso todas as três, não tem condições financeiras de criar seus filhos. Cito apenas a questão financeira para exemplificar porque é de longe a única situação que posso calcular sem ser mãe antes dos vinte anos. Com minha falta de experiência no assunto, não consigo calcular se essas meninas-mulheres tem o pulso forte para ser mãe e se isso tem relação direta ou não com a idade que tem.
No Brasil, dentro dos círculos que eu faço parte e aqui falo exclusivamente das minhas experiências, não tenho esbarrado muito com grávidas adolescentes ou ainda jovens demais para isso, e foi o que me assustou ao comparar com a realidade colombiana. Sempre escuto das meninas perto de mim que elas só querem ser mães depois dos trinta, que antes disso querem uma carreira, querem estabilidade, querem conhecer o mundo, querem o pai ideal e etc etc etc, e os planos maternos vão ficando para depois. O meu “pré-conceito” foi achar que não existe possibilidade de futuro feliz quando se engravida antes dos vinte anos ou achar que essas meninas haviam precipitado as coisas e que por isso teriam “prejuízos” em suas vidas.
Erro de principiante! Percebo que não, pelo contrário, as colombianas são muito mais desencanadas com esse raciocínio que não dá para ser feliz com uma gravidez na adolescência ou ainda que o filho que veio muito cedo, vai atrapalhar seus planos. Elas convivem perfeitamente com a realidade de serem mães na adolescência e também alunas nas manhãs de aulas da faculdade ou jovens na flor da idade, quando conseguem tempo livre no final de semana e saem para dançar e beber “cerveza”.
Não estou também defendendo a gravidez na adolescência, apenas expondo o quanto as realidades culturais entre os países são diferentes e portanto, influenciam em como cada mulher pensa e se comporta diante da situação.
Com o passar do dia vou derrubando meus pré-conceitos estabelecidos a partir do que tinha (tenho) costume de ver e viver e vou aprendendo cada vez mais sobre mundo, vida e novos costumes.
Claro que dentro dessa discussão vem à tona muitas outras pautas, como os altos níveis de abortos clandestinos, a baixa qualidade escolar, a educação sexual, a reafirmação pessoal das adolescentes e a luta contra os estereótipos sexuais, excelentes pautas também para outros posts.

Até a próxima!

http://brasil.elpais.com/brasil/2013/12/24/internacional/1387840757_924650.html

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