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O bichinho da maturidade me picou

Publicado 20 juin 2015 per Amanda Nolêto  • 554 visualizações
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Antes de tudo, queridos, uma pequena explicação para o meu “sumiço” por aqui: estive uns dias de férias, ou seja, não liguei meu computador pra nada por algumas semanas, viajei, conheci novos lugares, me dei ao luxo de dormir mais (mais do que o meu natural, se é que é possível, rs). Aproveitei  também para ler uns livros que estavam atrasados e para assistir centenas de milhares de filmes. Tô de volta agora, com mais tempo para escrever e cheia de coisas legais para contar, juro 😉

Dona da programação

Nas últimas semanas tive a oportunidade de viajar para Bogotá. Essa viagem foi diferente de todas as outras que já fiz aqui na Colômbia por diversos motivos e eu gostaria muito de compartilhar com todos vocês, que felizmente acompanham essa minha louca jornada. A primeira diferença é que essa viagem foi puramente para diversão. Não que eu não tenho me divertido nas outras, mas essa foi uma viagem de férias meeesmo, dessas que você organiza roteiros de passeios, que tem mais tempo para conhecer tudo. Desta vez não tínhamos – eu e as outras duas brasileiras que vivem comigo – compromissos da faculdade e nada além das nossa programação para cumprir… Então imaginem o quanto foi divertido separar tudo o que gostaríamos de ver e visitar em cinco dias?! Fazia tempo que não me dedicava tanto a uma viagem, rs. Simplesmente renovador, vocês podem imaginar, né?!

Custos e brigadeiros

Outra diferença é que dessa vez todos os gastos foram nossos, porque como as outras viagens foram propostas pela Universidade, houveram custos que a Upb cobriu e dessa vez nós mesmos pagamos tudo tudo tudo para que essa experiência beirasse a perfeição e sabem o que fizemos para juntar dinheiro?! Saímos pela cidade vendendo brigadeiro, acreditam?! Explico: nossos gastos pessoais aqui na Colômbia somos nós ou nossos pais que cobrem, mas dai não dava pra pedir dinheiro pra eles depois de meses de gastos, né?! Além do mais, não tínhamos mais nenhuma reserva, tudo havia sido gasto durante as aulas, com alimentação, transporte e afins… O jeito era inventar uma forma de conseguir dinheiro. Depois de pensar em várias coisas, lembramos do nosso tradicional e amado brigadeiro e foi a melhor saída, rs. Vendemos quase 1400 brigadeiros ao total, durante um mês e pouquinho e conseguimos pagar toda a viagem com o dinheiro arrecadado. Uma dica ai pra os brasileiros quem vivem fora do Brasil  😉

Sem pressa para admirar

Dessa vez eu tive mais tempo para absorver a cidade, pude caminhar pelas ruas sem pressa, parei para admirar bandas tocando ao longo de uma avenida movimentadíssima do centro de Bogotá, tive tempo para piquenique na praça – uma experiência que nunca havia feito – conheci festas noturnas, museus, parques e tudo o que quis e pensei fazer nesses cinco dias de férias. Foi maravilhoso, digo até que indescritível, mesmo pra mim que adoro colocar palavras em tudo o que vejo e sinto.

Gracias à la vida

Nessa onda, tive um momento de lucidez bem característico de quem está viajando ou curtindo um momento pelo qual batalhou muito para conseguir. Estava dentro de um ônibus a caminho de Zipaquirá, município da Colômbia localizado na província de Sabana Centro e, do nada, comecei a pensar em tudo o que passei para estar aqui hoje, quantas outras conquistas tive ao longo da vida, todos os lugares por onde passei aqui e no Brasil, as coisas que já vi dentro desse mundão de Deus, coisas que meus olhos jamais pensaram alcançar. Involuntariamente me senti muito grata à Deus, aos meus pais, ao destino, as pessoas que me incentivam a continuar e etc, por todas essas oportunidades que a vida me deu e dá dia após dia… Involuntariamente comecei a pensar o que eu ganhei da vida até agora, o que quero ser a partir de tudo o que já vivi, nas mudanças que pretendo fazer à mim mesma, que nova Amanda existirá de agora em diante e como ela quer mudar o mundo que a rodeia, pequenas mudanças que só dependem de mim, sabe?!

Obrigação de ser feliz

Tenho analisado minha vida mais do que o normal ultimamente, impondo a mim mesma a “obrigação” de ser feliz acima de tudo. Aprendendo diariamente a ser uma pessoa melhor, mais grata, mais dedicada, mais consciente do mundo que me rodeia e do que realmente vale a pena buscar, batalhar para conseguir. Pode parecer clichê, mas acho que tenho amadurecido mais, não apenas nesses últimos meses, mas durante os últimos anos… Talvez seja algo muito natural para algum de vocês, mas pra mim é completamente novo, fora de tudo o que já senti. E não tenho me assustado nem um pouco com a Amanda que venho construindo ao longo desse crescimento: ela é mais bela, feliz e realizada do que todas as outras Amandas que já habitaram em mim, acredito fielmente nisso.

« Culpa » da maturidade

Não tenho certeza se tudo isso é mesmo “culpa” da tal maturidade, que invariavelmente alcança a todos uma hora ou outra, ou se é resultado da experiência de sair da minha zona de conforto. Não sei se tudo aconteceu durante a viagem para Bogotá ou se já vinha acontecendo antes e eu tentei barrar de alguma maneira. Ou se faz parte da tal crise dos 30 – que não tenho ainda, mas que estou mais perto do que nunca, rs – tão perfeitamente explorada essa semana pelo Ivan Martins em sua coluna na Época, texto que me descreveu em todas as suas palavras e que eu super indico a leitura. Não sei a causa exata nem quando começou, mas sei que será algo a me moldar por muitos e muitos anos daqui pra frente, já sinto suas raízes fixas em mim 😉

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