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Um olhar bobo e encantado sobre Cartagena – a cidade dos sonhos

Publicado 19 mars 2015 per Amanda Nolêto  • 894 visualizações
Um olhar bobo e encantado sobre Cartagena – a cidade dos sonhos
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Muita coisa legal tem acontecido comigo essas últimas semanas aqui na , mas hoje quero (e preciso urgentemente) tentar descrever pra vocês um pouco do amor que vivi conhecendo Cartagena, quinta maior cidade do país e a mais colorida e encantadora que conheci até agora (ressalvo que tenho me encantado com tudo e com todos, então tô suspeita pra falar, rs).
Na universidade estou pagando uma disciplina de imagem especializada em Cinema, por essa razão a coordenação achou conveniente que a turma viajasse para Cartagena para acompanhar o Festival Internacional de Cine de Cartagena de Índia (Ficci), que esse ano estava em sua 55º edição.
A gente soube dessa notícia uma semana antes de viajar e eu nem preciso deixar claro aqui que comemorei essa notícia como se fosse a final da Copa do Mundo de 94, que você se arrepia só de lembrar (sim, eu lembro da felicidade desse dia, rs).
Depois de uma semana, estávamos todos os alunos no terminal rodoviário para a cidade colorida de Cartagena. Na rodoviária eu já recebi o sinal de que a viagem seria mais do que perfeita, encontrei numa loja uma caixa de bombom Garoto, chocolate da melhor qualidade e que não é tão fácil de encontrar por aqui. No momento que comprei a caixa tive certeza: a viagem a partir dali só podia melhorar (tudo tudo tudo é bem melhor quando se tem chocolate, fato!).
Cartagena fica a cinco horas de Montería, minha cidade e como durmo feito gato de hotel, nem vi a estrada, quando dei por mim já estava na cidade. Devo admitir que a primeira visão que tive, ainda da janela do ônibus, não me agradou muito. A cidade me pareceu bem suja, o trânsito parecia com a Índia mesmo, carros, ônibus, vacas e cachorros disputavam as ruas numa loucura e num barulho infernal, tudo isso misturado com os homens que se oferecem para levar sua mala até o táxi. Mas eu estava decidida a não julgar tudo pela primeira visão.

Dentro do táxi, acompanhada das minhas colegas de intercâmbio, “rumamos” para o Centro Histórico onde iríamos viver pelos próximos cinco dias. Bastou sair da rodoviária e adentrar na parte turística da cidade para meus olhos brilharem com tanta beleza. Sim, igual a todas as cidades turísticas do mundo (com base na minha pequena experiência com viagens) a parte turística é sempre mais arrumada, recebe mais incentivo do governo e consegue encantar qualquer ser humano, por mais insensível que seja.
Eu estava en-can-ta-da com tudo o que via, todos os prédios, ruas, construções arquitetônicas, pessoas, bares, etc., tudo parecia ter sido desenhado meticulosamente para combinar com tudo. Os prédios casam perfeitamente com ruas, as cores dos prédios combinam entre si, as ruas combinam umas com as outras e tudo conspira para que você queira vender tudo o que tem pra se mudar para essa cidadezinha linda (tô com essa ideia martelando cada vez mais na minha cabeça, rs. Se estresse ainda não, Mãezinha, a gente ainda vai conversar sobre isso, rs).
O Festival foi um amor à parte. Acredito que a cidade influenciou, mas com a dinâmica, o festival iria encantar em qualquer cidade do mundo (imagina então numa cidade como Cartagena, linda de natureza). Pude acompanhar filmes, documentários e estreias que com certeza – e me envergonho de admitir – não iria atrás nunca se não tivesse participando do Ficci.
Vale contar para vocês que dentro da programação pude assistir pela primeira vez o filme “Bye Bye Brasil”, uma comédia dirigida por Carlos Diegues e considerada por muitos como uma das mais importantes produções da década de 70. Eu nunca tinha nem ouvido falar do filme e fiquei encantada com o que vi e também envergonhada de não valorizar aquilo que é meu e que faz parte da minha história.
Também, cá entre nós, arrependida de não ter visto antes Fábio Junior e José Wilker, lindos de morrer e que me fizeram suspirar durante todo o filme (Fábio Júnior sempre fez bater meu coração, mas nesse filme, eu me apaixonei “trocentas” vezes mais). O legal de poder ver o filme aqui é que o cinema estava lo-ta-do e as pessoas estavam felizes quando a sessão acabou. Fiquei arrepiada!
Cartagena é tudo isso que dizem e muito mais. Todas as fotos que olhei no Google não chegaram nem perto de descrever a beleza do lugar. Pelas fotos é impossível ver o encanto do pôr-do-sol, o carinho que as pessoas tem com os turistas, é impossível imaginar o quanto a comida é gostosa, o quanto é libertador andar pelas ruas a qualquer hora do dia, o quanto você pode se sentir grata pelo simples fato de estar ali, naquele momento, apreciando a vista e bebendo uma Corona.

Eu nunquinha dessa vida imaginei que a cidade fosse tão encantadora, tão bela, tão acolhedora, tão colorida, tão tão tão… Tão tudo. Ainda não me contentei com esses dias que estive por lá, quero voltar no próximo mês para visitar os pontos turísticos que não tive a oportunidade de fazer nessa oportunidade.
Dessa vez eu não queria turismo, nem as ilhas paradisíacas de terra branca e água cristalina, eu simplesmente queria sentir a poesia do lugar. Roubei o amor das ruas, caminhei ao léu sem lenço nem documento, sem preocupação e sem culpa. Sai nas ruas de short, chapéu e rasteira e me dei ao luxo de gozar de uma alegria espontânea.
Cartagena fez isso comigo e faz isso com as pessoas, porque não há uma só pessoa que não ande pelas ruas sem sorrir e sem o brilho nos olhos que só essa cidade é capaz de causar. Cartagena é mesmo a cidade dos sonhos!

p.s: Quero deixar aqui um recado para minhas amigas queridas que estão solteiras: Queridas, “zarpem” para Cartagena urgentemente. Nunca vi tanto homem lindo nessa vida. Homens bonitos, educados, tipo príncipe mesmo, mas deixo claro, tem homem para todos os gostos. Tem estrangeiro, loiro, moreno, atleta, branco, negro, baixo, nerd, alto, brasileiro, alemão, sueco, etc, e tudo o que vocês puderem imaginar. Amig@s, é o paraíso! Fica a dica 😉

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